Brasil e México chegam a acordo de livre comércio de carros

Nessa semana, os governos do Brasil e do México assinaram um acordo de livre comércio relacionado ao mercado automotivo de ambos.

O acordo foi assinado na segunda-feira, dia 18 de março, e deverá começar a impactar as vendas de carros nos dois países ainda em 2019.

Se você não sabe o que aconteceu e nem o que isso significa, siga lendo para entender!

O que é o acordo de livre-comércio entre Brasil e México

Desde 2003, havia um sistema de cotas impostas entre os dois países, limitando importações e exportações de carros entre Brasil e México.

Aliás, não só Brasil e México: a Argentina também tem um acordo parecido com os mexicanos (e reassinou-o nessa semana, ao contrário do que o Governo Brasileiro decidiu).

Agora, não haverá mais a cota de importação e exportação. Para os automóveis comerciais leves, a mudança já tem impacto a partir dessa terça-feira, dia 19 de março.

Para veículos maiores, como caminhões e ônibus, as cotas acabam em 2020.

Basicamente, o que o acordo previa é uma cota de cerca de $1,704 bilhão na importação e exportação de veículos de cada lado. Ou seja: só podia importar ou exportar até esse valor.

Entre 2018 e 2019, o Brasil ficou 14% abaixo da cota estabelecida para a sua importação, já que o mercado de automóveis vive um momento ainda frio.

E isso é bom ou não?

A Anfavea, entidade que reúne as principais montadoras do país, se colocou contrária ao fim do acordo de cotas e a adoção do livre comércio entre os dois países.

Segundo a entidade, o novo acordo favorece as montadoras mexicanas, que poderão exportar seus carros para o mercado brasileiro a menor custo.

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, o acordo privilegia o México pois a indústria de lá tem maior competitividade que a indústria brasileira.

De acordo com a entidade, as montadoras do México têm uma carga tributária interna menor, contam com uma infraestrutura mais eficiente e ganho de escala elevada, pois exportam a maior parte da sua produção para os EUA.

Nessa hipótese, os carros feitos lá chegariam aqui mais baratos que os feitos aqui, então haveria menor apelo para a aquisição de carros montados no Brasil, levando ao fechamento de mais fábricas e possível maior desemprego no setor.

De acordo com especialistas, os efeitos começarão a ser sentidos caso o mercado automobilístico começar a aquecer. Por enquanto, especialmente por causa do dólar alto (ao redor dos R$3,80), não deveremos ter uma enxurrada de carros produzidos no México.

Por outro lado, se especula que a medida poderá ter efeitos benéficos para o consumidor. Um dos pontos positivos seria a entrada de algumas marcas no mercado nacional, como a Kia Motors (que poderá lançar no nosso mercado novos produtos feitos lá) e até mesmo a entrada de marcas como a Mazda.

A Argentina, um país com um cenário mais ou menos parecido com o nosso nesse caso, ressolveu prorrogar por mais 3 anos o sistema de cotas com o México.

Nesse tempo, as montadoras argentinas esperam conseguir aumentar seus índices de produtividade e competitividade para poder disputar com a indústria focada em exportação do México.

E aí, o que achou da novidade do acordo de livre comércio entre Brasil e México? Positivo ou negativo? Comente com a sua opinião abaixo!

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