Changan quer vender carros elétricos no Brasil por menos de R$ 150 mil

Um dos problemas dos carros elétricos no Brasil é o seu alto custo. Há algum tempo, vimos por aqui que a Volkswagen não tem muitos planos para diminuir o preço dos carros elétricos e que não acredita que isso vai cair no futuro próximo.

Porém, as empresas chinesas estão dedicadas a mudar isso e pode ser que tenhamos uma surpresa interessante em breve.

A Changan, antiga Chana que abandonou o mercado brasileiro em 2016, anunciou que tem planos para retornar o país ainda em 2019 e começará a comercializar carros elétricos aqui no Brasil.

A estatal chinesa planeja lançar veículos elétricos aqui com um preço um pouco abaixo do normal do mercado. Confira!

Quais os planos da Changan para os carros elétricos no Brasil?

A estatal chinesa, que trabalha com veículos desde 1959, já opera em cerca de 60 países e voltará ao Brasil em 2019 com o plano de trazer veículos elétricos mais baratos ao país.

De acordo com o seu comunicado oficial, virão dois carros 100% elétricos para o Brasil em 2019: um sedã e uma SUV. Depois, em 2020, virão mais 3 carros: uma outra SUV, um outro sedã e um compacto.

Para começar, a Changan venderá o sedan EADO 460. Ele pesa 1.610 quilos e usa uma bateria de lítio de 53 kWh. Sua potência é de 134 cavalos, com velocidade máxima de 145 quilômetros por hora. A autonomia é bem interessante:  430 quilômetros. Além disso, ele tem uma função de carregamento rápido: leva somente 30 minutos para carregar de 30 a 80% da bateria e somente 50 minutos para ir de 0 a 80%.

Já a SUV será a Changan CS15, que é o principal destaque: preço inferior a R$ 150 mil. Para se ter uma noção, os carros 100% elétricos mais baratos no Brasil hoje rodam ao redor de R$ 170 mil, algo nesse tipo. Então, ter uma SUV nessa faixa de preço é algo bem competitivo, por ser 100% elétrica, claro.

A SUV terá 5 assentos e pesará 1.530 quilos. Seu motor é de 75 cavalos de potência e 55 kw. O torque do motor é de 170 Nm e sua autonomia é de 300 quilômetros por carga (se você andar por 30 quilômetros por dia, uma carga equivale a 10 dias de locomoção).

A bateria é de Lítio e o carro chega a 130 quilômetros por hora de velocidade máxima (um pouco a baixo que os carros a combustão do mesmo segmento, mas o suficiente para o uso normal do dia a dia).

O veículo conta com ar-condicionado manual, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, freio ABS, assistente de freios, controle de tração e faróis de neblina e halogêneo, além de airbag duplo e ISOFIX.

Ou seja: é uma SUV bem completa, com um preço abaixo da média do mercado em relação a carros elétricos e de uma marca que está recomeçando suas operações no Brasil, mas tem um relativo prestígio internacional (não é uma super-marca como a Audi, Chevrolet ou Fiat, mas é alguma coisa).

Ao todo, a Changan montou uma rede de 10 concessionárias próprias em 2019 pelo Brasil, com planos de aumentar para 60 concessionárias até o fim do ano que vem, mostrando que a empresa está dedicada a crescer sua participação no mercado brasileiro.

E no ano que vem?

Para o ano que vem, a empresa planeja trazer a SUV CSS35, uma versão mais poderosa da CS15 que chega agora em 2016, além do compacto Mini Benny EV e a linha de utilitários Star, que conta com carros a gasolina e elétricos (mostrando que a Changan também trará veículos a combustão).

A notícia pode não ser 100% perfeita (todo mundo queria um carro elétrico por menos de 100 mil reais, talvez na faixa dos 50 mil), mas já é alguma coisa. Quem sabe a Changan não incentiva outras empresas a descer o preço também? O que achou da novidade dos carros elétricos no Brasil? Comente abaixo!

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