Fernando de Noronha proíbe carros a combustão

Que os carros elétricos são o futuro do mercado automobilístico, ninguém mais discute. A questão é como esse cenário vai se concretizar. Para alguns lugares, a ideia atual é proibir veículos que não sejam elétricos. É o caso de Fernando de Noronha, que proibiu carros a combustão no seu território.

Para entender mais sobre o projeto do arquipélago, suas particularidades e definições, continue lendo estre artigo!

Fernando de Noronha proíbe carros a combustão: o que aconteceu e vai acontecer?

Seguindo o exemplo da Alemanha (que já anunciou uma meta para o fim da produção, venda e uso dos carros a combustão), o arquipélago de Fernando de Noronha se tornará o primeiro território brasileiro a proibir veículos a combustão de rodar em suas estradas e ruas.

A iniciativa faz parte do projeto Noronha Carbono Zero, que foi divulgado esta semana pelas autoridades locais.

O projeto de proibição dos veículos a combustão se dará por algumas etapas. A primeira delas será em 2022, daqui 3 anos, em que o arquipélago proibirá a entrada de carros com motores a gasolina, diesel ou flexível.

8 anos depois disso, em 2030, os carros que emitem gás carbônico na atmosfera serão retirados de circulação do arquipélago.

É importante frisar que o veto a carros a combustão fica limitado aos carros mesmo. Outros meios de transporte que usam motores a combustão, como tratores, aviões ou barcos, continuam permitidos em Fernando de Noronha normalmente.

Além disso, veículos que tenham função de serviços (com a exceção de Ubers e táxis), como veículos que arrastam máquinas ou que fazem trabalhos de construção civil, também estarão permitidos no arquipélago.

Vale lembrar que essa não é a primeira lei de Fernando de Noronha que visa intervir na frota de veículos do arquipélago. Atualmente, não é permitido adicionar novos carros na frota local, apenas substituir veículos já existentes.

Ou seja: um morador de Fernando de Noronha não pode comprar um carro novo sem se desfazer do antigo que já tem.

Isso significa, na prática, que a partir de agora, as licenças para entradas de novos veículos em Fernando de Noronha serão mais restritas e vão privilegiar os carros elétricos em detrimento de veículos a combustão.

Por exemplo, por que comprar um carro a combustão hoje, se em 2030 será obrigado a trocá-lo por um elétrico? É melhor comprar um elétrico já.

Com essa mudança de frota em Fernando de Noronha, até o governo local terá de se adequar. A frota de carros governamentais também será substituída por veículos elétricos. A Renault, montadora francesa, saiu na frente da concorrência e firmou um acordo com o governo local para fornecer alguns veículos elétricos para essa substituição.

No último sábado, já foram entregues os 6 primeiros carros da parceria: foram 3 Renault Zoe, dois Renault Twizy e um Renault Kangoo.

Banir carros a combustão é o caminho?

Não restam dúvidas que a situação de Fernando de Noronha é única no Brasil. Primeiro pelo isolamento do arquipélago, depois pelas facilidades na legislação, já que muito do que entra no local é controlado pelo cuidado ambiental com a região.

Portanto, não é algo que seria facilmente replicável em outros locais do Brasil. Todavia, banir carros a combustão é o caminho que outros países vêm seguindo.

Na Alemanha, como já dito, a ideia é que a frota inteira do país (uma das maiores do mundo) seja elétrica nas próximas décadas. Na Noruega, o banimento acontecerá em 2025. Na França, será em 2040, mesmo ano que na Inglaterra.

É claro que esses países vivem situações diferentes que a brasileira, mas o país provavelmente apresentará mais medidas nessas linhas nos próximos anos.

Quais carros elétricos são vendidos no Brasil atualmente?

A maior parte dos veículos elétricos anunciados pelas grandes montadoras mundiais não está disponível no Brasil. Por aqui, a não ser que importemos os veículos, temos poucas opções.

A já citada Renault, por exemplo, só disponibiliza o Zoe para o consumidor padrão. A Chevrolet venderá o Bolt em breve, mas ainda sem data oficial para início dos negócios. A Nissan vende por aqui o Leaf, que é o carro elétrico mais vendido do mundo.

Enquanto isso, a Audi anunciou planos para começar a vender o e-tron, seu super-esportivo elétrico, em breve no Brasil e até uma startup brasileira já começou a pensar em um carro elétrico 100% tupiniquim.

E aí, o que você achou do plano de Fernando de Noronha para banir carros a combustão? Acha uma boa ideia ou algo ruim? Comente abaixo!

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