Fiat Chrysler e Renault apresentam proposta de fusão

Uma notícia pegou o mundo da indústria de automóveis de surpresa nessa semana: uma proposta de fusão entre a Fiat Chrysler e Renault foi feita.

A montadora italiana apresentou o projeto para se unir com a francesa, o que poderia gerar a terceira maior montadora do planeta no setor.

Quer saber mais sobre o assunto (e como essa fusão pode impactar o Brasil)? Então siga lendo!

Fiat Chrysler e Renault: que fusão é essa?

Na segunda-feira, dia 27 de maio, a Fiat Chrysler apresentou uma proposta de fusão com a Renault.

De acordo com a proposta, a junção das duas empresas criaria um novo grupo, cuja propriedade seria dividida igualmente: 50% dela ficaria com os acionistas da Fiat Chrysler, enquanto os outros 50% ficariam com os acionistas da Renault.

A proposta tem objetivos muito específicos. A Fiat e a Renault pensam em oficializar uma parceria que já têm e que pode gerar uma economia de até $5 bilhões de euros por ano.

Atualmente, Fiat, Renault, Nissan e Mitsubishi trabalham juntas em vários projetos. O acordo entre elas gera 5 bilhões de euros por ano pela ausência de desperdício e cobertura de cada uma em assuntos onde a outra não domina.

A fusão entre Fiat e Renault seria, portanto, parte de um plano maior de criar um grupo mundial com essas 4 empresas.

Caso o acordo seja oficializado, a Fiat e a Renault contribuiriam com partes diferentes do grupo. A montadora francesa entraria principalmente com o seu trabalho no desenvolvimento de motores elétricos, que é um requisito básico para atuar no futuro dos carros elétricos.

Já a Fiat entraria com uma presença de mercado mais robusta que a Renault, especialmente nos EUA e no Brasil, além de um portfólio mais completo de carros 4×4 e picapes.

Se virar realidade, a fusão entre a Fiat Chrysler e Renault se tornaria a terceira maior empresa de automóveis do planeta, pelo menos em número de veículos vendidos.

Segundo o ranking de vendas de 2018, a Volkswagen domina o ranking com 10,6 milhões de carros vendidos por ano.

Em segundo lugar vem a Toyota, com 10,59 milhões de carros vendidos, muito próxima.

Em terceiro, viria a Fiat-Renault, com 8,7 milhões de carros vendidos.

Já se as duas empresas também se fundissem com a Nissan e a Mitsubishi, elas se tornariam a maior marca de automóveis do planeta em número de vendas, com 15,6 carros vendidos.

Curiosamente, apesar da iniciativa de fusão partir da Fiat Chrysler, ela não é a marca com mais vendas do grupo. A Fiat tem 4,8 milhões de carros vendidos por ano, contra 3,9 milhões da Renault, 5,65 milhões da Nissan e 1,22 milhões da Mitsubishi.

Contudo, para manter o poder político no grupo, faz sentido a Fiat se unir primeiro com a Renault, para depois ir com a Nissan e Mitsubishi.

Fiat Chrysler e Renault: qual o impacto disso?

Ainda é difícil saber qual o impacto dessa fusão no nosso dia a dia, especialmente aqui no Brasil.

O que a Fiat Chrysler avisou é que, caso a fusão seja concretizada, não haverá corte de empregos, fechamento de fábricas ou qualquer outra medida negativa para os trabalhadores das duas empresas.

O primeiro impacto sentido foi para os acionistas. Os papéis da Fiat Chrysler subiram cerca de 18% na Bolsa de Valores de Milão, enquanto as ações da Renault subiram 13%. Isso significa que o mercado financeiro aprova a fusão.

Quem ainda não aprovou (e não disse nada sobre o assunto) é a Renault. A empresa francesa recebeu a proposta e o seu conselho deliberativo analisará o acordo com calma.

Isso pode demorar dias ou semanas, segundo a imprensa francesa, então não teremos uma resposta muito rápida sobre a fusão.

Até porque, o governo francês entrará na jogada. Como dono de 15% da Renault, o governo da França tem algo a dizer sobre a fusão e, em um primeiro momento, é favorável ao negócio. O porta-voz do governo disse que o Executivo Francês topa a fusão desde que não haja prejuízo aos funcionários da Renault e que a fusão ajude a empresa a se desenvolver economicamente.

E aí, o que você acha da fusão entre Fiat Chrysler e Renault? Comente abaixo!

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